Restos de comida no prato
Migalhas de amor, porta retrato
A esponja acaricia a louça fria
Favores, carência. Sequer um elogio…Espuma e água, se alisam
Carinho, muito liso
Cacos de vidro no chão
Fim, estopim, geração
Entre a linha do ódio e do amor
traição
Essa entrada foi postada em Quinta-feira, Maio 24th, 2007 às 4:37 am sob a(s) categoria(s) Poemas e Poesias. Você pode acompanhar as respostas desse post através do RSS 2.0feed.
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1 Junho, 2007 às 2:59 am |
Grande Ítalo! Ótima poesia cara…
“Restos de comida no prato”
Você começa com a palavra ‘restos’, já empregando um peso considerável na cena… dando maior densidade a tudo com o uso de ‘migalhas de amor’ logo a frente.
“A esponja acaricia a louça fria”, juntamente com “Carinho, muito liso” passam a exata medida da carência que preenche esse momento rotineiro.
E a finalização com um conflito interno, de dualidade, remexe toda a situação… cumulando duas tristezas: a da solidão e, no outro extremo, a da traição!
“Cacos de vidro no chão
Fim, estopim, geração
Entre a linha do ódio e do amor
traição”
Perfeito… poucas linhas e uma infinidade de conteúdo… você comprovou o jeito mais sensato de se fazer poesia…
Parabéns… grande abraço