Cacos

Restos de comida no prato
Migalhas de amor, porta retrato
A esponja acaricia a louça fria
Favores, carência. Sequer um elogio…Espuma e água, se alisam
Carinho, muito liso
Cacos de vidro no chão
Fim, estopim, geração
Entre a linha do ódio e do amor

traição

Uma resposta para “Cacos”

  1. Oscar Rosse Disse:

    Grande Ítalo! Ótima poesia cara…

    “Restos de comida no prato”

    Você começa com a palavra ‘restos’, já empregando um peso considerável na cena… dando maior densidade a tudo com o uso de ‘migalhas de amor’ logo a frente.

    “A esponja acaricia a louça fria”, juntamente com “Carinho, muito liso” passam a exata medida da carência que preenche esse momento rotineiro.

    E a finalização com um conflito interno, de dualidade, remexe toda a situação… cumulando duas tristezas: a da solidão e, no outro extremo, a da traição!

    “Cacos de vidro no chão
    Fim, estopim, geração
    Entre a linha do ódio e do amor
    traição”

    Perfeito… poucas linhas e uma infinidade de conteúdo… você comprovou o jeito mais sensato de se fazer poesia…

    Parabéns… grande abraço

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