Bomba "Gay"

30 Junho, 2007
Por falar em desenho animado, você já deve ter assistido algum onde o exercito inimigo joga uma bomba desenvolvida em um laboratório de algum cientista louco, que transforma soldados inimigos em florzinhas, não é? Se não, imagine uma bomba, que quando acionada, transforma os soldados inimigos em homossexuais que preferem fazer amor a fazer a guerra.
Bem, por mais absurda ou engraçada que pareça, existiu uma proposta semelhante na década de 1990, que foi levada ao Pentágono. Segundo a Folha de São Paulo(15/06/2007), “em 1994 o laboratório Wright, do Exército do Ar em Dayton (Ohio, norte), solicitou ao departamento de Defesa americano 7,5 milhões de dólares para desenvolver esta bomba constituída de um produto químico de efeito poderoso e afrodisíaco, que levaria os combatentes a adotar um “comportamento homossexual” e que minaria o espírito e a disciplina das unidades inimigas”.
Caramba, e eu achando que só o Osama era doidão. Essa doidisse foi encontrada em uma inspeção de uma organização que luta contra armas biológicas, chamada de Sunshine Project. E pensar que o Sadan, é que foi acusado de possuir armas biológicas…
Mal sabia ele das peripécias de seu inimigo.
A controvérsia foi tamanha que, segundo a Folha, “o secretário de Defesa, Robert Gates, decidiu afastar de seu posto, em setembro, o chefe do Estado-Maior conjunto, o general Peter Pace, devido à controvérsia em Washington sobre as operações americanas no Iraque.”
Será que andaram assistindo muito Tinky-Winky ou Bob Esponja? Veja o texto abaixo!

Irrelevante mas engraçado…

29 Junho, 2007
Você se lembra do desenho que passava nos anos 80 chamado Smufs? Confesso que fiquei curioso quando soube que este desenho foi alvo de estudos por psicólogos e sociólogos. Existiu um estudo em 1992 sobre este desenho, realizado pela socióloga Marina D’Amico. Segundo este estudo, os Smurfs são apontados como homenzinhos assexuados e “machistas”. Outra conclusão foi que a Smurfete, que sendo a única mulher entre mais de 90 homens, é “bonitinha e estúpida”.
(!!!)
Foi então que lembrei que outro desenho alvo de “estudos” foi o Teletubbies. A série britânica foi incluída numa controvérsia sexual por um líder religioso conservador norte-americano. O alvo da vez foi o personagem Tinky-Winky que usava uma bolsa de mulher e tinha um jeito afeminado. Ele foi discriminado por sua cor e por possuir uma antena triangular na cabeça, ícones referenciais aos símbolos do orgulho gay. Foi acusado de exibir o estilo de vida gay, provocando involuntariamente uma corrida por produtos licenciados de Tinky Winky entre a comunidade gay americana.
Pois então, seguindo a linha do tempo, veio o famoso Bob Esponja. Então os “estudiosos” apontaram que ele “tem uma cara muito alegrinha, anda de mãos dadas com seu amigo, a estrela-do-mar Patrick, e adora ver programas na tevê como ‘Menino Sereia’. Além disso, seu vizinho Lula Molusco faz balé de colant.”
O criador do desenho nega, dizendo que o Bob Esponja Calça Quadrada não é gay, nem heterossexual. Ele é assexuado…
Outro personagem roxo, foi o dinossauro Barney, um fenômeno da TV paga. Ele foi acusado de promover a homossexualidade e etc…
E por aí vai.
Eu fico impressionado com essas discussões doutrinárias absolutamente relevantes (!!!). Além de sua indiscutível utilidade, pra mim existe pelo menos o lado positivo, que é de que estas discussões, ao menos são curiosas e engraçadas. Já que existem, vamos dar um pouco de risada. E lembre-se: não assista desenhos em que o personagem é roxo!

Amplexos

27 Junho, 2007
Peço desculpas
se eu te machuquei
Foram versos de outrora
e em ti não pensei
nunca quis te deixar triste
E falando do agora
abrace-me apertado
Pois você é minha luz
E eu já sinto saudade
do que fiz e do que ainda não fiz

Já faz tempo que não te sinto
durante o teu sonho, em meus braços
durante o meu sono, em teus laços
Dormimos distantes, famintos

Mas logo eu vou embora
Por um tempo te deixarei
A estrada irá me levar, provocadora
Por isso me faça forte
como você por ti me fez fraco, agora

O mundo me arrasta
O tempo me enrola
A cidade me desgasta
Conforme a vida me devora

Sinto tua falta
Tu és meu amor
que do fundo sobressalta
o calor, o rubor…
e a força que me exalta

Levarei tua lembrança
as boas ferem mais do que as ruins
pois a saudade será minha herança
que farei versos assim

Os dias não serão os mesmos
longe do meu amor
ausente, as noites se fecharão
vazias e sem sabor…
Vazias e sem sabor
o calor, o rubor
faminto de qualquer emoção
e de ti
Agora me abrace apertado…


Amorgedon

25 Junho, 2007
Quando no auge da minha dor
as comportas do meu amor
se romperam
os antigos leitos
foram inundados com rios de ira
e minha sanidade se afogou
Sob a luz da noite fria
eu via e sabia
por onde eu deveria passar
Eu poderia ate ter evitado
mas desde o começo eu já sabia que ia ser assim
O sol reflete à lua que reflete em mim…

E é por isso que eu reflito, neste escrito
e não deixo de sangrar
Se fui eu mesmo que coroei meu coração
com espetos de aço
e não acho
que você deva se importar

A verdade já foi lançada
partiu de uma decisão precipitada
Sim, posso estar ferido, e você verá
Mas dessa ferida eu sei que um dia
embora doa um bocado
eu ainda irei me curar…


Admitimos…

19 Junho, 2007
Naquele tempo, e não faz muito tempo, quando existia a dominação masculina, e o machismo imperava soberano, nós homens usávamos e abusávamos das mulheres. Não era preciso dar satisfação alguma para elas, pois eram criadas para obedecer ao pai, e depois ao marido.
Mulheres, iludíamos vocês! Adoramos o sexo casual. Quantos homens pulam compulsivamente a cerca? Todo homem sabe como é bom compartilhar as nossas aventuras com nossos iguais, numa mesa de bar, tomando cerveja, e contando tudo com ínfimos detalhes…
Isto, para a maioria de nós, é uma coisa natural, pois esta cultura fora herdada de nossos pais e da própria sociedade: “o homem sempre foi uma criatura predatória, que, por sua casta, é inadequada à monogamia”, ou então “o corpo masculino é imerso numa sopa incontrolável de hormônios, que nos despertam instintos irreprimíveis, que vocês mulheres, por possuírem esta natureza pura e fiel, nunca irão compreender”, não é?
Foi então que vocês, mulheres, resolveram queimar o sutiã. Veio o século XX e vocês descobriram como nós éramos sacanas, cafajestes, crápulas, canalhas! Saíram daquele mundinho fechado e se tornaram livres e iguais a nós, homens.
Quando vocês conquistaram a independência econômica, abdicando o status de “rainha do lar”, descobriram um novo mundo, até então somente conhecido pelos homens: aprenderam o néctar do sexo casual, onde o extinto sai à caça, além do prazer de, como nós, compartilhar suas aventuras numa mesa de bar.
É pessoal, está em curso a inversão dos papéis tradicionalmente impostos. Se antes nós elaborávamos estratégias mirabolantes para se aproximar daquela morena ou loira gostosa, agora é bem mais provável que, em vez de caçador, você vire a caça.
Se elas estiverem a fim de um beijo ocasional ou uma transa, não se prendem a pudores e deixam isso bem claro.
Até aí tudo bem, acho uma maravilha. Mas é justamente aí que começam os problemas, afinal nunca nos preparamos para sentir o gosto amargo de nosso próprio veneno! Elas possuem poderes de sedução. Nos tornamos vulneráveis. As mulheres têm um jeitinho especial para conseguir o que querem. Elas sabem usar esses poderes e os homens, sempre com segundas intenções, caem como uns “patinhos”. Com o instinto sexual sempre alerta, o homem está, portanto, constantemente à mercê.
E se alguma te trair, bem na hora que você menos espera? Você suportaria ser tachado de fraco, frouxo ou até mesmo de “pênis pequeno” (mesmo que não seja, mas por pura sacanagem delas), numa roda de mulheres, numa mesa de bar?
È galera, este jogo está se definindo. Os valores estão se invertendo. Nossas fichas estão diminuindo para bancar esta aposta de igual pra igual, pois muito maior que o prazer do sexo casual é a dor e o desgosto da traição ou do alcance do maldizer.
Deve ser deplorável ser corno, daqueles coitados que todos sentem pena, ou então, o contrario-senso, ser homem-objeto, servindo de vitrine para causar inveja nas outras mulheres, como bombeiros musculosos de peitos depilados.
Tenho medo quando nós homens não damos valor a nós mesmos. Quando seduzidos simplesmente nós nos rastejamos atrás das mulheres que nos provocam e estas, cada vez mais nos usam para própria satisfação.

Made in Brazil – parte II

19 Junho, 2007
Meu texto é sobre a tão discutida Farra do Boi e será feito com fulcro num curta-metragem que eu assisti a uns dois anos atrás. O roteirista-diretor desse curta chama-se Gilberto Motta (gilberto_motta2000@yahoo.com.br) e eu penso que ele vai ficar feliz se o pessoal mandar um e-mail por se interessar por seu audio-visual.Bom, o que ele fez? Pelo que ouvi, ele estava a trabalho (Globo Rural) numa fazenda em Santa Catarina quando notou uma movimentação. Como fazia reportagens rurais não estava emperequetado como qualquer repórter chato de plantão e se embrenhou no meio do povo. A entrada de jornalistas ou qualquer tipo de mídia é ou era proibida, diga-se de passagem. Uma vez lá dentro nenhuma autoridade ousaria manifestar-se, não é mesmo? O que acontece é que, antes das imagens há uma série de frases ditas por várias celebridades à época dos acontecimentos e, a impressão que se tem, é de um massacre a céu aberto; no entanto com o desenrolar do filme a impressão é totalmente oposta. Pra se ter uma idéia, Fernando Gabeira faz uma pontinha (sem saber) num discurso em prol da tal Farra. É claro que a filmagem não é da melhores, pra falar a verdade é bem ruim, mas nada que impessa uma clara visão dos acontecimentos. É óbvio que é uma mera síntese comprimida de todo o vídeo, mas peço, encarecidamente, para aqueles que se interessaram, que peçam o vídeo pro Gilberto pra tentarem enteder o que eu estou a falar/escrever.O interessante é ler frases ditas por Hebe que, segundo penso, jamais colocou seus saltos de R$ 12.000,00 próximo a uma fazenda ou sítio, ou se pelo menos tentou saber se tudo o que fora publicado era verdade. O que eu pretendia com esse post é demonstrar o quanto a mídia pode ser maluca e escabrosa e, se não tomarmos cuidado, salve-se quem puder.