Brasil em partes

28 Novembro, 2007

Vou seguir o pensamento de Clóvis Rossi e perguntar para os leitores desse blog: Porque ter orgulho de ser brasileiro? Por que cantar aquela música idiota “Eu sou brasileiro, com muito orgulho…”? Eu, tenho é muita vergonha de ser brasileiro, pensar que os políticos admitem que a escola pública só se equivalera à privada daqui a 122 anos, e a pergunta que fazem no vestibular da Fuvest é sobre a metameria das lulas e minhocas. Pra que um jornalista precisa saber que as minhocas se metameriam? Talvez pra falar mal da múmia do presidente da república. “Governo se metaméria e consegue aprovação da oposição na aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras”. No mais, delagados, juízes e demais baixoridades, discutem se a guria que fora trancafiada com mais 20 detentos homens é ou não maior de 18 anos, e, por incrível que pareça, acreditam sinceramente que o problema reside nessa simples questão. Enquanto isso no Congresso nacional, assuntos internos de relevância imperiosa são discutidos, tais como a besta-pastor evangélico que sentiu-se ofendido com a apresentação de um transformista, em trajes sumários, nalgum lugar do Congresso. Esse pastor-besta moveu uma sindicância ou sei lá eu o que, em face do promotor do evento, também deputado. Enquanto isso Renan Calheiros curte sua licença nalgum ponto paradisíaco do Brasil e deputados gastam na faixa de R$ 60.000,00 de combustível por mês, sem falar nas inúmeras denúncias de corrupção e má utilização das verbas públicas. Ahhh, quase esqueço, teve o caso do IBRAM, que pagou uma viagem com todas as depesas pagas, pra um bando de vereadores desocupados se divertirem na Argentina. O interessante é a discussão entre os supostos representantes do povo, não sabem qual restaurante seria melhor, outro comenta a respeito dos projetos de lei que propôs, todos para criar cargos comissionados, tais como assistentes parlamentares, sem mencionar que subiu o salário dos vereadores de R$ 2.000,00 para R$ 6.000,00. Tem também o acontecido no estádio lá do Nordeste, tem as fraudes em concursos públicos…

Realmente, estou orgulhoso! Deve ter sido bem difícil contruir um país em cima de tanta MERDA…


Cacos (Repuplicação)

24 Novembro, 2007
Restos de comida no prato
Migalhas de amor, porta retrato
A esponja acaricia a louça fria
Favores, carência. Sequer um elogio…
Espuma e água, se alisam
Carinho, muito liso
Cacos de vidro no chão
Fim, estopim, geração
Entre a linha do ódio e do amor
traição

AFORISMO

23 Novembro, 2007

Não há nada mais literário que Pernambuco,
nem tão literal quanto São Paulo.


Poesia anaquista

22 Novembro, 2007

Feito os andares da fábrica de manteiga
Frente os colegiados da justiça, código em mão
É chegada a hora, princesa leiga
De edificar a desconstrução dos pilares da nação

Cumprido os prazos ao léu
Feita a carta pro Papai Noel
É chegada a hora, anjo triste
De arrancar a cabeça da imoralidade em riste

Corre, anda, assunta
Pede pro padre
Beijar minha bunda!


Inexistência

21 Novembro, 2007
Seguindo o mesmo paradigma vazio e inexistencialista de nosso amigo e colega Oscar, aqui vai uma poesia que eu escrevi hà muito tempo, la pelo começo do ano.
E de repente
aqui estou, ausente
Certo de estar errado
Não vejo futuro, não vejo passado, não vejo presente
Se fiz, deveria ter apagado
Se não fiz, era para não ser impertinente

Não estou mais prestes a enlouquecer
Eu era apenas um egoísta com pena de mim
Se te machuquei foi sem querer
Se me machuquei foi por te querer

Não preste atenção em meus pensamentos
eles te fazem chorar…
Não sinta os meus sentimentos
eles te fazem sangrar…
E sem necessidade,
pois amanha haverá um novo dia
e talvez eu nunca mais volte a lembrar


Adeus amados e amores

20 Novembro, 2007

sabe quando acordamos pequenos
minúsculos
microscópicos
nanoexistenciais?

quando a soma dos longos anos de sentimentos, momentos e recalques, resulta num vasto
nada
mudo
vazio?

pois bem, assim foi ontem
assim foi hoje
assim seria amanhã

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