Sou nada mais

11 Março, 2008

Sou nada mais que carne

de sangue vermelho

de pulso e impulsos

 

sou nada mais que humano

de defeita soberania

e de tentativas

 

Sou nada mais que alma

que no fundo sempre busca

do bem e do bom

 

Sou nada mais que comum

de leiga sabedoria

de sabores e de amores

 

Sou nada mais, nem menos

Da morte, pequenos


Mistura Cósmica (em poesia)

10 Março, 2008

Não se pode rejeitar a tristeza

Não se pode querer só a felicidade

Esta sem aquela se torna vazia e sem suporte

 Esta sem aquela se torna desprovida de norte

 

Não se pode rejeitar o azar

pois o caos é o mestre da casualidade

e é o que torna o mundo interessante

e é o que nos empurra nesta busca constante

 

Também não se pode rejeitar a sombra

A grande beleza de uma paisagem,  de uma vida ou de todo o universo

 vem dos contrastes criados por todos os elementos

acidentalmente ou não, misturados, e ao acaso submersos…

 


Agiotas de bens imateriais

3 Março, 2008

O fato é que somos seres portadores de uma entidade chamada vida. Segundo uma definição simplória, a vida é o lapso de tempo entre o nascimento e a morte. Então, por meio da vida, aprendemos a dominar o planeta.

Houve cientistas, que descobriram como produzir mais alimentos, a fazerem e melhorarem medicamentos.agiota.gif

Houve pessoas destinadas a discutir e entender a economia regional e mundial com magnificência e um douto esmero.

Fez-se a política para tratar, pela vontade da maioria, os rumos da nação.

Mas aí não acabaram com a fome e, tão pouco, com os doentes, ou com a miséria do mundo. Fizeram algo pior!

As descobertas foram usadas como chantagem ou desculpa para aumentar o domínio econômico dos mais fortes, e causar maior dependência aos mais fracos.

Você já deve ter lido: “precisamos implantar a democracia e ajudar aquele pais”; “precisamos implantar ajuda econômica aos menos favorecidos”.

Não digo que não precisamos. Somente digo que, tendo em vista o escopo, os menos favorecidos, continuarão menos favorecidos e ainda tornar-se-ão dependentes.

Aí, os inocentes, cegos ou pouco informados acham-nos bons, justos e fraternos.

Quando somos portadores de vida, aos em que resta escassa, lhes são vendidas no formato de esperança, como promessa de campanha.