Diz a lenda, que um monge e seus discípulos caminhavam por uma estrada, quando passavam por uma ponte e viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. Imediatamente, o monge correu pela margem do rio, entrou na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o escorpião o picou. Devido a dor, ele deixou-o cair novamente no rio. O monge pegou então um ramo de árvore, adiantou-se outra vez, e entrou no rio, colhendo o escorpião e salvando-o. Satisfeito, o monge voltou à ponte e juntou-se a seus discípulos. Eles, que haviam assistido à cena, o receberam perplexos e penalizados. Um deles, então falou: – Mestre, deve estar doendo muito! Mas porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos. Veja como ele retribuiu à sua ajuda. Picou a mão que o salvava. Não merecia a sua compaixão! O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu sereno: – “Ele agiu conforme a sua natureza e eu de acordo com a minha”.
11 Novembro, 2009 às 9:42 am |
Muito bonito este conto….
as vezes temos que nos lembrar de agir mais com a nossa natureza… sem deixar que a natureza dos outros interfira em nossas proprias…
11 Novembro, 2009 às 11:03 am |
Sim, algo parecido foi outra história que ouvi – não me pergunte onde – e era mais ou menos assim: um grupo de ambientalistas/exploradores, no meio da mata, ouviam o instrutor-guia. Ele explicava que não se podia matar os animais simplesmente por matar. E que na natureza, os amimais só atacam os humanos (e mesmo uns aos outros), somente para se defender. Enquando explicava isso a seus seguidores, o guia deu um tapão em sua própria nuca, matando um inseto que o picou. Diante desse fato, seus alunos indagaram sobre este ato, confrontando sobre o que acabara de ensinar. então o mestre respondeu:
– Como eu disse, eu só estava me defendendo!