Ponta de estranheza,
calafrios, no verão diurno
cheiro noturno.
Diferenciava-se, mas era indiferente
E não fazia diferença
Exceto para ela!
Ela o observava de longe
ele não via
Ele a comia com os olhos
e escrevia.
Ela lia mas não sabia
E era para ela!
Ele a queria
na forma platônica
Ele a admirava
em seu admirável mundo novo
um mundo redondo
Mas com pontas.
Ponta de estranheza,
Sem qualquer certeza
Ela tinha beleza
E não fazia diferença
Exceto para ele!