Os Infiltrados

12 Dezembro, 2007

Muitos assistiram ao filme “Os Infiltrados” como um simples título de ação, nada mais que isso. O que poucos notaram é que a temática da obra transcende a tela, ou seja, todo aquele esquema de agentes duplos, traições e desgraças, acaba atingindo os bastidores desta produção. Digo isso, porque creio (ou desejo crer) que havia gente infiltrada na equipe de Scorsese, colaborando para que ele fizesse a pior porcaria de sua vida profissional.
Se algo me irrita profundamente, esse algo é a falta de roteiro. “E agora? A trama ficou muito complexa!” – pergunta o imbecil perdido em meio a sua própria criação – “Ah… que tal matarmos todo mundo, esbanjando no sangue falso e nos gemidos de dor?” – responde o produtor habituado às clássicas saídas hollywoodianas. E assim se deu com o grande pecado de Martin:
A – foi pego por – B – que foi morto por – C – que também matou – D – sendo morto por – A – que ao final seria morto por – E – sendo descontados do esquema F/G/H/I que padeceram no meio do filme.
Todo mundo morre. Criativo… na época de Shakespeare, quando espadas envenenadas rasgavam o ar e as bebidas oferecidas nunca eram seguras. Mas Sr. Martin Scorsese, você não deveria ter feito isso! Como pôde encostar a cabeça no travesseiro sabendo que ganhou um Oscar pelo seu pior filme? Não responda a minha pergunta cretina… por um segundo acabei esquecendo que o objetivo do Oscar parece ser premiar os piores filmes. Assim sendo, tudo está em seu devido lugar, e com mérito.
E o vô Jack Nicholson atuando, talvez a coisa mais caricata que já aparecera nas telas. É deplorável observar o chefe da máfia agindo como um garotinho se esforçando para parecer mau. Marlon Brando era chefe. A tradição da máfia italiana refletia em seus olhos e na sua fala (ótima escolha Coppola). Já vô Nicholson, pobre homem, ainda lembra o velho Coringa pendurado pelo Batman na antiga igreja gótica.
Só espero que o pai de “Taxi Driver” encontre os traidores infiltrados em sua equipe e retome a qualidade de seus títulos passados. Mas e se Scorsese for o traidor? E se ele vendeu sua alma ao mercado? Então apenas nos resta aguardar “Os Infiltrados 2″, com a meia dúzia que sobreviveu ao holocausto do primeiro filme.
Texto por Oscar

Lá vem o Chávez… Chávez… Chávez…

4 Agosto, 2007

Ontem estreou a mais nova promessa da Televisão Venezuelana Social, o novo programa do “Chavez”, dando seguimento à série que por tanto tempo preencheu nossas tardes de SBT.
Ao assistir o primeiro episódio, pude observar que a essência do clássico foi mantida, mas com algumas sutis remodelações. Por exemplo:- O Senhor Barriga está bem mais gordo, além de usar agora cartola e charuto. Outro detalhe é que ele está bem mais enérgico na cobrança do aluguel, ameaçando os inquilinos que não colaboram. É o único personagem que precisa de legenda, por falar inglês.- O Seu Madruga está mais raquítico do que nunca, mas renovou o guarda-roupa! Agora toda vez que o Senhor Barriga vai cobrar o aluguel, ele aparece com a camiseta de um país “subdesenvolvido” diferente. No primeiro episódio, para não ter sua casa invadida por falta de pagamento, ele até costurou alguns tênis Air-Shock e trabalhou como babá do Nhonho para seu querido locatário!

- O Nhonho agora usa sombrero e ouve Maná. Sem contar que não desgruda do saco do pai, tentando ganhar uns presentinhos sempre que pode!

- O Kikko manteve a mania de copiar e sempre querer ser melhor do que os outros. No fim do episódio ele pega sua bola quadrada e usa um dólar pra comprar ingresso para o jogo do Boca.

- Já o Chavez é estrelado pelo Chávez, sem grandes mudanças. Ele continua batendo no Sr. Barriga, com um pouco mais de freqüência e “por querer querendo”. Os cascudos do Seu Madruga acabaram. O jargão mudou de “isso isso isso” para “isso, isso e ISSO”. E ele abriu mão do barril e iniciou um processo de estatização da Vila. Mas tirando tais detalhes, tudo continua igual ao original!

OBS:

- Os estudiosos ainda relutam, mas não há meio melhor para se conhecer e formar a “cultura” de um povo do que a televisão. Estamos na fase absorsiva, na era da cultura enlatada, na qual basta pressionar o power e ativar o rec cerebral. E enquanto os letrados se recusam a interferir e combater as ondas televisivas, políticos nadam a largas braçadas, bombardeando consciente e subconsciente do homo-osmóticus.


Gol mil e mil escandalos

28 Julho, 2007

Caramba, cadê o Brasil? Todo mundo tava dormindo quando foi apresentado os números por Romário para a marcação e a festa do gol mil. A festa aconteceu em uma bela homenagem ao baixinho, quando todos sabemos que os números apresentados pelo jogador são mais do que suspeitos e discutíveis. Até a imprensa não quis nem saber da fraude e aderiu à homenagem.
Portanto, foi acertado tacitamente que não importava se realmente ele marcou os tais mil gols, mas a homenagem deveria ser feita. O problema está no seguinte: ninguém se manifestou. Eu fico pensando: será que os méritos do jogador justificam essa mentira? Será que isso tudo tem haver com a pré-disposição de espírito brasileira de aceitamos todos os escândalos desses nossos governantes sem fazer nada? Fica aqui meu desabafo.

Haroldinho Maconheiro

14 Julho, 2007

Hoje é sexta feira 13! Dia do Bruxo. Sem dúvida Harry Potter é um sucesso em todo mundo. Já está no quinto episódio cinematográfico e já perto do seu sétimo livro. Um fato curioso é que se o nome do personagem principal Harry Potter fosse traduzido, como antigamente eram traduzidos os nomes dos livros (e de alguns personagens), talvez viesse a custar constrangimentos para seus editores.
Se a tradutora Lia Wyler tivesse que traduzir os nomes, um dos nomes que Harry poderia receber seria Haroldinho. Até aí , embora soe meio estranho, tudo bem. O problema está no sobrenome.
Por curiosadade, traduzam o sobrenome dele no dicionário “Michaelis Português-Inglês”.
Sim, maconheiro é uma versão possível. E isto já foi sugerido num debate público na Academia Brasileira de Letras, na época do lançamento do segundo livro da série no Brasil! Isso porque “pot” é maconha em inglês. “Potter”, com a terminação “er”, pode ser entendido, com uma certa malícia, entre outras possibilidades, como “maconheiro”.
E, assim, Potter não seria uma referência ingênua aos vizinhos de infância de J.K. Rowling, como costuma narrar a própria autora nas raras, mas disputadas entrevistas que dá. Embora o termo “marijuana”, proveniente do espanhol, seja o mais utilizado, especialmente nos Estados Unidos, “pot” aparece, com esse sentido, por exemplo, no popular dicionário “Michaelis Português-Inglês”.

Geralzona

6 Julho, 2007
Dizem por aí que agora o corno é sempre o penúltimo a saber, porque o último é sempre o Lula. Psicose governamental.
Por falar em doença, vocês sabiam que surgiu uma nova doença, só percebida no século XXI? Sim, um dos sintomas é comportar-se de maneira drasticamente “inócua”. Chama-se “ataque de marketing”. Uma vítima desta doença foi a Madona. Vocês não se lembram quando ela apareceu na capa de uma revista polonesa travestida de Virgem Maria? Nada como uma boa polêmica para ser garantia de notícia e alavancar as vendas. Existem muitas outras vítimas desta terrível doença…
E qual é a da Ministra sexóloga do turismo, relaxamento e gozo? Dizem por aí que ela quer ser a próxima candidata a presidente do Brasil-sil-sil pelo PT… É que mamar nas tetas do governo tem conotação sexual. Freud explica. E então o Supla será Ministro da cultura!
E para finalizar por hoje, parece que no dia 25 de junho, segundo comunicado oficial da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo, Daniella Cicarrelli e Renato Malzoni, os amantes da praia espanhola, perderam o direito à privacidade no momento em que “a intimidade foi observada em local público, razão pela qual não podem argumentar com violação da privacidade. Na verdade, os autores resolveram trocar intimidades em local não reservado”….kkkk
Confiram esta música sobre este assunto, que é paródia de Joey Ramone, letra de Maurício Ricardo da banda Os Seminovos. A música chama-se “Entubada no YouTube (I Wanna be sedated)”
Download aqui! é de graça.

Ou então entrem aqui: http://charges.uol.com.br/musica.php?id=20

 


Irrelevante mas engraçado…

29 Junho, 2007
Você se lembra do desenho que passava nos anos 80 chamado Smufs? Confesso que fiquei curioso quando soube que este desenho foi alvo de estudos por psicólogos e sociólogos. Existiu um estudo em 1992 sobre este desenho, realizado pela socióloga Marina D’Amico. Segundo este estudo, os Smurfs são apontados como homenzinhos assexuados e “machistas”. Outra conclusão foi que a Smurfete, que sendo a única mulher entre mais de 90 homens, é “bonitinha e estúpida”.
(!!!)
Foi então que lembrei que outro desenho alvo de “estudos” foi o Teletubbies. A série britânica foi incluída numa controvérsia sexual por um líder religioso conservador norte-americano. O alvo da vez foi o personagem Tinky-Winky que usava uma bolsa de mulher e tinha um jeito afeminado. Ele foi discriminado por sua cor e por possuir uma antena triangular na cabeça, ícones referenciais aos símbolos do orgulho gay. Foi acusado de exibir o estilo de vida gay, provocando involuntariamente uma corrida por produtos licenciados de Tinky Winky entre a comunidade gay americana.
Pois então, seguindo a linha do tempo, veio o famoso Bob Esponja. Então os “estudiosos” apontaram que ele “tem uma cara muito alegrinha, anda de mãos dadas com seu amigo, a estrela-do-mar Patrick, e adora ver programas na tevê como ‘Menino Sereia’. Além disso, seu vizinho Lula Molusco faz balé de colant.”
O criador do desenho nega, dizendo que o Bob Esponja Calça Quadrada não é gay, nem heterossexual. Ele é assexuado…
Outro personagem roxo, foi o dinossauro Barney, um fenômeno da TV paga. Ele foi acusado de promover a homossexualidade e etc…
E por aí vai.
Eu fico impressionado com essas discussões doutrinárias absolutamente relevantes (!!!). Além de sua indiscutível utilidade, pra mim existe pelo menos o lado positivo, que é de que estas discussões, ao menos são curiosas e engraçadas. Já que existem, vamos dar um pouco de risada. E lembre-se: não assista desenhos em que o personagem é roxo!