Agiotas de bens imateriais

3 Março, 2008

O fato é que somos seres portadores de uma entidade chamada vida. Segundo uma definição simplória, a vida é o lapso de tempo entre o nascimento e a morte. Então, por meio da vida, aprendemos a dominar o planeta.

Houve cientistas, que descobriram como produzir mais alimentos, a fazerem e melhorarem medicamentos.agiota.gif

Houve pessoas destinadas a discutir e entender a economia regional e mundial com magnificência e um douto esmero.

Fez-se a política para tratar, pela vontade da maioria, os rumos da nação.

Mas aí não acabaram com a fome e, tão pouco, com os doentes, ou com a miséria do mundo. Fizeram algo pior!

As descobertas foram usadas como chantagem ou desculpa para aumentar o domínio econômico dos mais fortes, e causar maior dependência aos mais fracos.

Você já deve ter lido: “precisamos implantar a democracia e ajudar aquele pais”; “precisamos implantar ajuda econômica aos menos favorecidos”.

Não digo que não precisamos. Somente digo que, tendo em vista o escopo, os menos favorecidos, continuarão menos favorecidos e ainda tornar-se-ão dependentes.

Aí, os inocentes, cegos ou pouco informados acham-nos bons, justos e fraternos.

Quando somos portadores de vida, aos em que resta escassa, lhes são vendidas no formato de esperança, como promessa de campanha.


Endoutorou-se

29 Fevereiro, 2008

Endoutorou-se ao espelho

Encaixe confortável e oco

Cabide de panos finos

legitimamente pouco

 

Põe a barriga sobre a mesa posta

Engole o mundo e coça

puxado pela carroça

dos braçais que emburram…

manobrados.

 

Parlamenta!

discursa caviares indecifráveis

Bradam!

inacessíveis à massa, derruída de manobra

Os seus pares doutores fingem

que discordam/concordam

também fingem querer bem ouvida

à coletiva dos que labutam

e assim segue mais um dia

dos impunes da vida.

 

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Exterminador do futuro, nada mais lógico!

20 Setembro, 2007

Pelo que sinto, este blog tomou um ar meio que político, pelas minhas vezes, digo, claro. O outro tomou seu viés de sempre. Aqui vai então, o tema de hoje.

Notícia quentíssima, Arnold Schwarzenegger, governador de um dos vários estados dos Estados Unidos (vejam que interessante jogo inútil de palavras), declarou ser totalmente contra a união civil por parte de casais homossexuais e deixou claro que não tornará legal a pretensão supra. O mais fabuloso disso tudo é notar que um austríaco da ordens e estipula o que os americanos devem ou não fazer. Eles que geralmente fazem sempre o contrário (invadem, dominam, destroem e ordenam) provam de seu próprio remédio amargo. O pior é que a classe atingida não tem mais por onde ser atingida, pagam os patos dos demais safados. E o judiciário, aqui e acolá, leva seu trabalho cada dia mais aos seus fins, promover a justiça independentemente de política, doa a quem doer, e segue seu rumo apático na espera de que alguém o provoque.

Aqui e acolá as mesmas misérias, a diferença é que lá os infortunados choram com carrões na garagem, aqui só fazem esperar amanhecer o dia para pegar seu passe pra mais um dia de impasse.


Lá vem o Chávez… Chávez… Chávez…

4 Agosto, 2007

Ontem estreou a mais nova promessa da Televisão Venezuelana Social, o novo programa do “Chavez”, dando seguimento à série que por tanto tempo preencheu nossas tardes de SBT.
Ao assistir o primeiro episódio, pude observar que a essência do clássico foi mantida, mas com algumas sutis remodelações. Por exemplo:- O Senhor Barriga está bem mais gordo, além de usar agora cartola e charuto. Outro detalhe é que ele está bem mais enérgico na cobrança do aluguel, ameaçando os inquilinos que não colaboram. É o único personagem que precisa de legenda, por falar inglês.- O Seu Madruga está mais raquítico do que nunca, mas renovou o guarda-roupa! Agora toda vez que o Senhor Barriga vai cobrar o aluguel, ele aparece com a camiseta de um país “subdesenvolvido” diferente. No primeiro episódio, para não ter sua casa invadida por falta de pagamento, ele até costurou alguns tênis Air-Shock e trabalhou como babá do Nhonho para seu querido locatário!

- O Nhonho agora usa sombrero e ouve Maná. Sem contar que não desgruda do saco do pai, tentando ganhar uns presentinhos sempre que pode!

- O Kikko manteve a mania de copiar e sempre querer ser melhor do que os outros. No fim do episódio ele pega sua bola quadrada e usa um dólar pra comprar ingresso para o jogo do Boca.

- Já o Chavez é estrelado pelo Chávez, sem grandes mudanças. Ele continua batendo no Sr. Barriga, com um pouco mais de freqüência e “por querer querendo”. Os cascudos do Seu Madruga acabaram. O jargão mudou de “isso isso isso” para “isso, isso e ISSO”. E ele abriu mão do barril e iniciou um processo de estatização da Vila. Mas tirando tais detalhes, tudo continua igual ao original!

OBS:

- Os estudiosos ainda relutam, mas não há meio melhor para se conhecer e formar a “cultura” de um povo do que a televisão. Estamos na fase absorsiva, na era da cultura enlatada, na qual basta pressionar o power e ativar o rec cerebral. E enquanto os letrados se recusam a interferir e combater as ondas televisivas, políticos nadam a largas braçadas, bombardeando consciente e subconsciente do homo-osmóticus.


Gol mil e mil escandalos

28 Julho, 2007

Caramba, cadê o Brasil? Todo mundo tava dormindo quando foi apresentado os números por Romário para a marcação e a festa do gol mil. A festa aconteceu em uma bela homenagem ao baixinho, quando todos sabemos que os números apresentados pelo jogador são mais do que suspeitos e discutíveis. Até a imprensa não quis nem saber da fraude e aderiu à homenagem.
Portanto, foi acertado tacitamente que não importava se realmente ele marcou os tais mil gols, mas a homenagem deveria ser feita. O problema está no seguinte: ninguém se manifestou. Eu fico pensando: será que os méritos do jogador justificam essa mentira? Será que isso tudo tem haver com a pré-disposição de espírito brasileira de aceitamos todos os escândalos desses nossos governantes sem fazer nada? Fica aqui meu desabafo.

Lula simulando discurso para Lula

25 Julho, 2007

Companheiros e companheiras. Estou convencido de que nunca na história deste país, um governo tenha dito tantas besteiras. Principalmente o seu líder, eu. Mas se fosse só isso tudo bem. É como se no futebol um time cometesse muitas faltas, mas fazendo gols. Mas o problema é que os gols são contra. Veja você: este líder a qual me refiro, eu, exigiu dia e hora para a crise aérea acabar, como se isso fosse prudente. Tem o caso do relaxa e goza. Quero ver a Marta dizer isto para as famílias das vítimas do acidente. Sabe? E a Anac informa que não teve nada a ver com o que aconteceu em Congonhas, a Infraero diz que dispensa ajuda internacional porque “os mortos são nossos” e quem cobra soluções ao conjunto do governo é considerado um idiota. Mas, quanto a isto eu não sei de mais nada…